“Nós” é um autorretrato íntimo da artista Fanny e sua filha, que se transforma em um poderoso ponto de reflexão sobre o racismo estrutural e a construção de novas famílias em um mundo desigual.
A precisão e a suavidade do lápis grafite capturam a ternura e a cumplicidade dessa relação, mas o título “Nós” expande a obra de um mero retrato para uma declaração política. Ele afirma que o amor e a união são atos de resistência contra as forças sociais que buscam segmentar e ferir.
Ao posicionar a mãe branca e a filha negra em um espaço de afeto mútuo, a obra questiona a cegueira do racismo. Ela exige que a branquitude se comprometa ativamente com a proteção e a liberdade do corpo negro.
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