Entre o Papel e a Pele – Antoninho

Entre o Papel e a Pele – Antoninho, 2025

Desenho a partir da Ablação do Papel Carbono

28,7 x 42 cm

Disponibilidade: 1 em estoque SKU: FD12 Categoria: Tag:

Descrição

Entre o Papel e a Pele – Antoninho, 2025

Desenho a partir da Ablação do Papel Carbono

28,7 x 42 cm

Acessibilidade

Texto Descritivo da Obra

O desenho em preto e branco, tamanho 28,7 x 42 cm,  feito pela técnica de ablação do papel carbono que resulta em uma textura granulada, é um retrato de close-up de um homem negro, identificado como Antoninho. A figura está centrada e frontalizada, ocupando grande parte do quadro, e olhando diretamente para o observador com uma expressão séria e penetrante.

A luz, criada pela remoção do pigmento escuro, emerge de forma intensa para destacar os traços faciais: as sobrancelhas levemente franzidas, as áreas ao redor dos olhos e o contorno da boca. Os cabelos são curtos e o pescoço é visível.

Conceito

A série Entre o Papel e a Pele – Pessoas Escravizadas baseia-se em inventários coloniais que registraram pessoas unicamente como propriedade. Os nomes e origens das pessoas escravizadas foram retirados diretamente (segundo a pesquisa emUma história entre rios, 2023) dos documentos de partilha e posse, subvertendo o registro frio da época.

Emergindo dessa superfície, ganham rosto e dignidade indivíduos concretos: Bartholomeu (de origem Muhumbo), sua esposa Maria (de origem Cabinda) e a filha, também Maria, nascida no Brasil, cuja história de separação em 1812 na Fazenda Salto Grande, durante uma partilha de herança, é o ponto de partida documental. O trabalho resgata a humanidade de outras figuras, como Benedicta, Antoninho e Gerônimo, recusando o anonimato imposto.

O título, Entre o Papel e a Pele, condensa a missão da série: evocar a passagem do registro frio (o inventário no papel) ao corpo vívido (a pele), da marca de posse ao afeto e, fundamentalmente, da ausência à dignidade. O carbono, enquanto símbolo de traços enraizados e quase invisíveis do trauma, é aqui rompido para revelar o que se tentou apagar: a essência humana e a resistência.

Ao unir a denúncia do espaço físico da opressão (Fazendas) à restauração do rosto individual (pessoas escravizadas), a obra convida à escuta, à memória e à reflexão sobre as cicatrizes da escravidão que persistem no tecido social e individual do Brasil contemporâneo.

Série

Entre o Papel e a Pele – Pessoas Escravizadas

A série Entre o Papel e a Pele – Pessoas Escravizadas baseia-se em inventários coloniais que registraram pessoas unicamente como propriedade. Os nomes e origens das pessoas escravizadas foram retirados diretamente (segundo a pesquisa emUma história entre rios, 2023) dos documentos de partilha e posse, subvertendo o registro frio da época.

Emergindo dessa superfície, ganham rosto e dignidade indivíduos concretos: Bartholomeu (de origem Muhumbo), sua esposa Maria (de origem Cabinda) e a filha, também Maria, nascida no Brasil, cuja história de separação em 1812 na Fazenda Salto Grande, durante uma partilha de herança, é o ponto de partida documental. O trabalho resgata a humanidade de outras figuras, como Benedicta, Antoninho e Gerônimo, recusando o anonimato imposto.

O título, Entre o Papel e a Pele, condensa a missão da série: evocar a passagem do registro frio (o inventário no papel) ao corpo vívido (a pele), da marca de posse ao afeto e, fundamentalmente, da ausência à dignidade. O carbono, enquanto símbolo de traços enraizados e quase invisíveis do trauma, é aqui rompido para revelar o que se tentou apagar: a essência humana e a resistência.

Ao unir a denúncia do espaço físico da opressão (Fazendas) à restauração do rosto individual (pessoas escravizadas), a obra convida à escuta, à memória e à reflexão sobre as cicatrizes da escravidão que persistem no tecido social e individual do Brasil contemporâneo.

Informação adicional

Peso 0,5 kg
Dimensões 30 × 43 × 2 cm
Ano

2025

Técnica

Desenho a partir da Ablação do Papel Carbono

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