Ao tocar a obra o participante é convidado a experimentar o conceito de quantidade esmagadora. A frieza e a conexão da corrente, em contraste com a fragilidade do papel carbono, materializam o peso e a brutalidade do sistema escravista. Cada peça representa um ancestral, uma vida, uma história que foi intencionalmente apagada e reduzida a uma “mancha” ou a um número.
O papel carbono, um material que transfere a marca, mas se consome no processo, simboliza a força exaustiva com que gerações de africanos e afro-brasileiros construíram a nação. O toque é, portanto, um gesto de reconhecimento do coletivo – os “Muitos” – que alicerça a nossa brasilidade.
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